Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica

 

 

 

A atuação da FCTH no campo das Estruturas Hidráulicas é bastante tradicional pelos muitos estudos realizados e porque muitos dos seus técnicos são originados de duas entidades, a Escola Politécnica e o CTH/DAEE, que desde a década de quarenta contribuíram de forma significativa no desenvolvimento do setor hidrelétrico do País, participando das mais importantes obras do setor.


Vista Geral do Hall de modelos

Estudos de estruturas hidráulicas de barragens que envolvem: estudo do desvio de rios, otimização de "lay-outs", lançamento de ensecadeiras, tomadas d’água, estruturas de descarga e de dissipação de energia dos mais variados tipos, foram tão freqüentes durante quase quarenta anos que permitiram a aquisição de conhecimento extremamente vasto neste campo a inúmeros profissionais que hoje atuam pela FCTH. O quadro a seguir apresenta uma síntese das muitas obras estudadas por esses técnicos. Nos estudos realizados em modelo reduzido de barragens busca-se observar e melhorar, tanto quanto possível, as condições de aproximação do escoamento para as estruturas, vertentes e da casa de força e as condições de restituição das águas ao leito do rio após atravessarem essas estruturas, permitindo a otimização dos seus projetos e conferindo aos mesmos, através de soluções confiáveis segurança e economia.

A experiência dos técnicos da FCTH, no entanto, não se fundamenta somente em estruturas hidráulicas típicas das barragens pois muitas foram por eles estudadas, dentre as quais destacamos: poços de sucção de estações de tratamento de esgotos, confluências de galerias de águas pluviais, estruturas de bombeamento em rios e as eclusas.

Destacam-se os estudos das eclusas de Porto Primavera, Nova Avanhandava, Três Irmãos, Ibitinga e Jupiá foram realizados estudos das estruturas hidráulicas da ETE de Barueri e Parque Novo Mundo e ETA do ABC. Estes estudos têm sido feitos para clientes como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - SABESP, Prefeitura Municipal de São Paulo e a Companhia Energética de São Paulo - CESP no caso das eclusas.

 

CLIENTE

OBRA

PERÍODO/ANO

CESP

UHE Água Vermelha

1972/88

CESP

UHE Porto Primavera

1978/em andamento

CESP

UHE Taquaruçu

1978/96

CESP

UHE Três Irmãos

1978/86

CESP

UHE Nova Avanhandava

1978/83

CESP

UHE Rosana

1978/83

CESP

UHE Caconde

1981/88

CESP

UHE Euclides da Cunha

1978/81

CESP

UHE Armando de Salles Oliveira

1978/81

CESP

UHE Xavantes

1972/74

CESP

UHE Paraibuna - válvula .dispersora

1975

CESP

UHE Jaguari - válvula dispersora

1968

CESP

UHE Mogi-Guaçu

1991/94

CESP

UHE Canoas I

em andamento

CESP

UHE Canoas II

em andamento

CESP

UHE São José

em andamento

CESP

Barragem de Paraitinga

1965/69

CHESF

UHE Sobradinho

1971/83

CHESF

UHE Itaparica

1978/88

CHESF

UHE Paulo Afonso IV

1977/85

ELETROPAULO

Edgard de Souza - descarregador

1983/84

ELETROPAULO

Pirapora - descarregador

1992/94

ELETROPAULO

Rasgão - descarregador

1987/88

ELETROPAULO

Preto-Monos - descarregador

1987

ELETROPAULO

Estrutura de Retiro - descarregado

1990/93

ELETROPAULO

Billings Pedras - descarregador

1987

FURNAS

UHE Corumbá I

1987/90

CELPA

UHE Curuá Una

1967/70

DESENVALE

UHE Pedra do Cavalo

1978/79

CELG

UHE Cachoeira Dourada

1966/70

CODEVASF

Barragem Mirorós

1981/82

SABESP

Barragem Jaguari

1979/80

SABESP

Barragem Cachoeira

1977/78

SABESP

Barragem Atibainha

1977/78

SABESP

Jacareí-válvula dispersora

1979

DAEE

Barragem Ponte Nova

1968/72

DAEE

Barragem Taiaçupeba

1969/73

DAEE

Barragem Valo Grande

1980/90

DAEE

Barragem Penha

1982

DAEE

Barragem Móvel - Estrutura

1986

CLIENTE

OBRA

PERÍODO/ANO

CEMIG

UHE Três Marias

1961/63

CEMIG

UHE Igarapava

1994/96

CEMAT

UHE Assis Chateaubriand

1975

C.E.RIO PARDO

UHE Limoeiros

1957

LIGHT

Barragem Santa Branca

1962/63

PREF. M. JOINVILLE

Partidor de Vazão-Estrutura

1995/96

PAÍS

OBRA

PERÍODO/ANO

CHILE

Colbun - Descarregador

1981

URUGUAI

UHE Paso Severino

1984

ARGÉLIA

Barragem Dahmouni

1985

ARGÉLIA

Barragem Beni Haroun

1990

NIGÉRIA

UHE Zungeru

1992

Dentre os estudos que se destacaram em razão de aspectos particulares apresentamos:

Aproveitamento Hidroelétrico de Água Vermelha

Nesta obra um dos aspectos mais estudados foi o da erosão a jusante da estrutura descarregadora em razão da restituição da água ao leito do rio através de estrutura lançadora em salto de esqui. O jato ao encontrar o leito do rio desenvolve um processo erosivo que gera uma grande fossa. Definir o ângulo de lançamento do jato para que a fossa gerada não colocasse em risco a estabilidade da obra foi um dos pontos importantes do estudo.

Aproveitamento Hidroelétrico de Sobradinho

Inicialmente a Barragem de Sobradinho foi concebida para ser um grande reservatório de regularização que garantiria o uso ao longo de todo ano da total capacidade geradora do complexo de Paulo Afonso, situado a jusante de Sobradinho. A mudança deste objetivo com a resolução de se construir uma usina geradora dotada de 6 máquinas com vazão de 700 m3 /s cada, quando as obras já estavam em desenvolvimento, acarretou a necessidade de alterações consideráveis no esquema de desvio do rio, especialmente devido à necessidade de se realizar um pré-enchimento do reservatório, que garantiu a geração de energia em Paulo Afonso durante o período de estiagem que antecedeu ao término das obras de Sobradinho. A construção de um trecho do extenso maciço da barragem de terra com condições de ser galgado sem colocar em risco todo o conjunto da obra que se encontrava em desenvolvimento foi cuidadosamente estudada em modelo.